A coluna dessa semana sai com um dia de atraso, por isso peço desculpas de antemão. O fato esportivo da semana foi a derrota do Santos para o Ituano pelo Campeonato Paulista em jogo realizado na cidade dos exageros.
Itu acabou ganhando esse apelido pelo tamanho gigantesco dos objetos lá produzidos. Orelhões, bancos de praças, lápis e até pão feito em nessa cidade do interior paulista precisa ser enorme. Na mesma medida do azar do time santista ao enfrentar o rubro-negro local.
Não haveria nada demais em perder por 2 x 0 fora de casa. Isso só é um problema quando você perde o jogo após meter seis bolas na trave. Isso mesmo, você não leu errado, foram seis bolas no poste do goleiro do Ituano. Quatro delas, finalizadas pelo artilheiro Kléber Pereira.
Com 28 minutos de jogo, Pereira tinha levado azar em duas oportunidades. No lance seguinte ao segundo chute do centroavante peixeiro à baliza, o Ituano encaixa contra-ataque e abre a contagem. O Santos jogava melhor e tinha condições de empatar.
Mas a sina do Santos com a trave permaneceu. Antes do juiz indicar o fim do primeiro tempo, mais duas bolas de Kléber Pereira na trave. Depois do quarto lance de azar, o supersticioso atacante abandonou até o hábito de se benzer depois de cada chance perdida.
Então, aos 46 minutos aconteceu o lance capital da partida. Alex Afonso – bom jogador, por sinal – chutou cruzado e marcou o segundo gol do Ituano. O time do litoral desceu aos vestiários visivelmente abatido.
Restou ao time da casa tocar a bola e esperar o fim da partida. Não era o dia do Santos e mesmo que os dois times jogassem horas a fio, a vitória jamais seria alvinegra. Prova disso foram mais duas finalizações brecadas pela trave. Na segunda etapa, Roni e Mádson foram os azarados.
Ficam duas perguntas: azar do atacante ou sorte do arqueiro? Alguém sabe o nome do pai-de-santo consultado pelo goleiro do Ituano? Até a semana que vem!

