
Cristiano Ronaldo chegou lá. Prestes a completar 24 anos, o protuguês foi anunciado como o melhor jogador de 2008 pela FIFA. O prêmio foi merecido: bicampeão e artilheiro do Inglês, com 31 gols marcados, campeão europeu e mundial, com oito tentos anotados para o Manchester United na última Liga dos Campeões.
No entanto, muita gente diz: “Mas ele não decide jogos importantes”. Nada mais ilusório. As três ultimas temporadas da Premier League (a atual incluída) foram muito equilibradas. Não basta ganhar os clássicos, pois todos os jogos são importantes. Como por exemplo, a suada vitória contra o lanterna Derby County por 1 x 0. Gol dele, Ronaldo.
O Manchester só tem um aproveitamento melhor que o Liverpool na atual temporada porque os Reds empataram em 0 x 0 com o Stoke City nos dois turnos. Tivesse ganhado os dois jogos, o Liverpool teria três pontos a mais no critério de pontos perdidos. Se o United for tricampeão, a torcida do Liverpool lembrará amargamente dos tropeços contra o 17o colocado. Já o United meteu 5 x 0 , com dois gols e duas assistências do português.
Fatos como esses demolem o rótulo de “pipoqueiro”, atribuido a Cristiano Ronaldo. Seus críticos deveriam entender que não é simples jogar contra Chelsea, Arsenal e Liverpool. É impossível imaginar Ronaldo entortando um Terry, Gallas ou Mascherano. E que os jogos contra os nanicos valem os mesmos três pontos dos jogos contra os grandes ingleses ou dos jogos pela Champions League.
Parece que a Fifa comete um crime caso não indique um brasileiro como melhor jogador do planeta. Resmungo de brasileiro mimado que ainda acha que o melhor futebol do mundo é praticado aqui e que não é possível que nasçam bons jogadores fora dos limites do Oiapoque e do Chuí.
Mesmo em 2006, quando o escolhido foi Cannavaro, achei a escolha justa. A eleição é feita com os treinadores das seleções nacionais e técnicos de todo o mundo. Cada eleitor indica três nomes e os votos contam 3 pontos para a primeira indicação, 2 para a segunda e 1 para o voto na terceira posição. Difícil de se cometer alguma injustiça.
A justificativa para desgostar de Ronaldo sempre apela para a vida pessoal do craque do Manchester: “É mulherengo, boêmio” e assim vai. Ou então, é cheio de firula e não tem objetividade. Reclamações à parte, quem marca 40 gols numa temporada há de ter algo de bom. Ronaldo cobra bem faltas, escanteios, chuta com as duas pernas e faz até alguns golzinhos de cabeça. É, hoje, o atacante mais completo do mundo.
Até a semana que vem!
